Ato exige renúncia de Michel Temer e eleições diretas para a presidência

A noite desta quinta-feira (18) foi tensa para o governo brasileiro: manifestações organizadas em diversas cidades pelo Brasil reivindicaram a renúncia do presidente Michel Temer (PMDB) e eleições diretas para a presidência. As ações surgiram após as denúncias, na última quarta-feira (17), de compra de silêncio e pagamento de propina envolvendo Temer, empresários da JBS e o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB). Logo após as denúncias serem divulgadas na imprensa, atos e mobilizações foram organizadas e ocorreram em mais de 17 estados brasileiros.

Em Santa Maria, não foi diferente. A manifestação (organizada, inicialmente, pela Frente Combativa em Defesa do Serviço Público e pela Frente Brasil Popular, em parceria com partidos políticos de esquerda, sindicatos, centrais sindicais e movimentos auto-organizados e autônomos). A concentração ocorreu às 16h na Praça Saldanha Marinho, simultaneamente ao pronunciamento de Temer. Em sua fala, o presidente argumenta a necessidade de investigações e reafirma que não irá renunciar ao cargo. A manifestação agregou centenas de pessoas e ocorreu mesmo com o tempo chuvoso e frio ao final desta quinta-feira movimentada no país.

Diretas já – Os atos, no entanto, seguiram pedindo Fora Temer, bem como eleições diretas. Atualmente, caso Temer saia do governo, passados dois anos do mandato da chapa composta por Dilma Rousseff (PT) e Temer (PMDB), o congresso deverá convocar eleição indireta (na qual apenas parlamentares estariam aptos a votar para a escolha de novo presidente, de acordo com a Constituição Federal). Durante o “vácuo” político, o cargo é ocupado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM). A população, durante as manifestações desta quinta, pediu eleições diretas para presidente, antes mesmo do pleito previsto para 2018. Essa alternativa é possível, porém, depende de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que pudesse modificar a regra atual de eleições indiretas. Essa proposta já foi apresentada no congresso pelo deputado federal Miro Teixeira (Rede), ainda em 2016. A proposta precisa ser aprovada no plenário para que possa valer e convocar eleições diretas em 2017.

Sindicato integra manifestação – O Sinprosm integrou a manifestação por acreditar que a saída de Michel Temer (PMDB) do governo também representa uma vitória dos trabalhadores diante da ameaça das reformas trabalhista e da previdência, que atacam diretamente os direitos conquistados pela classe trabalhadora. Desde as denúncias, estão trancadas as propostas de contrarreformas governistas. O sindicato também entende que é inaceitável que governos corruptos representem os interesses da população brasileira. Nesse sentido, reafirmamos: Renuncie Temer! Pelas Diretas Já e contra as reformas!

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Manifestantes concentraram-se na Praça Saldanha Marinho e seguiram pelas ruas Rio Branco, Acampamento, General Neto, Riachuelo, até o retorno à Praça.

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Foto: Sedufsm

fora temer 4Foto: Vídeo produzido pela Sedufsm da manifestação desta quinta (18). Confira aqui

 

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