Em assembleia lotada, professores municipais decidem por três dias de paralisação

Na tarde de ontem, quarta-feira (09), mais de 150 professores da rede pública municipal reuniram-se em assembleia no Salão do Clube Comercial e decidiram pela radicalização da luta pelo Piso Nacional do Magistério e por outras pautas da categoria. Por unanimidade, os docentes decidiram paralisar as atividades, nos três turnos, nas escolas da rede nos dias 15, 16 e 17 de março.

Os professores exigem um reajuste salarial de 18,24% para que se atinja o patamar do Piso Nacional do Magistério; a solução para o problema da falta de um plano de saúde compatível com a renda dos municipários; maior investimento nas escolas da rede pública municipal; o cumprimento, por parte da Secretaria de Município de Educação (SMEd), das horas de planejamento garantidas por lei; e a realização das reuniões pedagógicas dentro da carga horária do professor.

As atividades nos três dias de paralisação fazem parte também de uma mobilização nacional convocada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). Nos mesmos dias, diversas redes públicas de estados e municípios do país também realizarão atos e paralisações. Da mesma forma, a atividade programada para a terça-feira articula-se também à etapa municipal do Encontro Nacional de Educação, organizada por sindicatos ligados à educação e movimento estudantil.

 

Confira abaixo a programação das atividades:

 

  • Segunda-feira (14): Aula normal, com panfletagem no final dos três turnos, divulgando para a comunidade escolar a agenda de atividades e as reivindicações dos professores municipais.

 

  • Terça-feira (15): Primeiro dia de paralisação. Atividade às 14h na Praça Saldanha Marinho, que se estende pela tarde até a apresentação do documentário “Acabou a paz – isso aqui vai virar o Chile!”, às 18h. Atividade construída com outros sindicatos e movimentos ligados à pauta da educação.

 

  • Quarta-feira (16): Segundo dia de paralisação. Aula pública, na Praça Saldanha Marinho, a partir das 13h30. Planeja-se montar uma sala de aula com cadeiras e quadro negro em frente ao Gabinete do Prefeito, no palacete da SUCV, para chamar a atenção para as pautas da categoria.

 

  • Quinta-feira (17): Terceiro dia de paralisação. A mobilização começa às 14h, mais uma vez na Praça Saldanha Marinho, e culmina em uma caminhada em direção à Câmara de Vereadores, onde será entregue aos edis uma carta aberta com as reivindicações do magistério.

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