“Eu vou pagar, só não posso dizer quando”, afirma Schirmer sobre o Piso do Magistério

A declaração foi dada ontem, no esperado encontro entre o chefe do Executivo e membros da coordenação do Sinprosm.  Atualmente, faltam 6,6% de aumento nos salários dos professores da rede pública municipal para que o patamar mínimo do Piso Nacional do Magistério, reajustado em 13,01% neste ano, seja atingido. A reunião ocorreu às 16h, no Palacete da SUCV, e também estavam presentes a secretária de Educação, Silvana Guerino, – que foi a articuladora do encontro – e o secretário de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Projetos Estratégicos, Jaques Jaeger.

Schirmer afirmou que as notícias de sua viagem a Brasília – ocorrida no final de junho – não eram boas em relação à economia do país e que, portanto, qualquer declaração conclusiva quanto ao pagamento do Piso seria precipitada neste momento. O peemedebista disse que a crise econômica deve estender-se pelo menos até o final de 2016 e que “de agora adiante, corta-se tudo”. “A consequência da crise”, disse o prefeito “é a redução da arrecadação”. O encargo de mais 6,6%, de acordo com Silvana Guerino, representaria um encargo de mais de oito milhões de reais à Prefeitura. Além disso, Schirmer declarou que o estado deve dez milhões de reais à prefeitura e muitos orçamentos que são de atribuição comum do município, do estado e até da União estão sendo pagos somente pela Prefeitura, pois muitos repasses deixaram de vir.

A respeito das outras pautas da reunião – como a reposição do auxílio-alimentação, a concessão de aumento de 10% aos professores do 3º ano (por também ser considerado um alfabetizador) e o aumento da licença-maternidade para 180 dias –, as solicitações serão encaminhadas à Secretaria de Município de Finanças para que o impacto seja calculado.

Sobre as sucessivas recusas em receber o sindicato – que tentou diversas vezes uma reunião para tratar do Piso pelo menos desde janeiro –, Schirmer afirmou que adiou ao máximo o encontro para ter uma resposta conclusiva à categoria: “minha expectativa era esperar mais um pouco para ter algo concreto”. Quanto à condição exigida pelo governo de que somente três membros da coordenação sindical participassem, a justificativa foi de que “uma representação pequena facilita as discussões”.

Uma resposta mais conclusiva, disse o prefeito, deve vir somente a partir do final de agosto, quando o orçamento do segundo semestre estiver calculado – e ele afirmou estar à disposição do sindicato para um próximo encontro. “Não estou dizendo que não vou pagar, só não quero criar uma expectativa por enquanto”, finalizou Schirmer. As ações do sindicato quanto a essa pauta serão tomadas na próxima assembleia da entidade classista, a ser agendada para a primeira quinzena de agosto.

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