Na EMEF junto ao CAIC Luizinho de Grandi a manhã de paralisação é também de debate

Assim como em muitas outras escolas da rede santa-mariense, a paralisação na EMEF junto ao CAIC Luizinho de Grandi, maior instituição municipal de ensino em Santa Maria, não significou suspensão total das atividades. Desde as oito da manhã, cerca de vinte professores da instituição discutem as condições de trabalho da categoria e a qualidade da educação pública no município. Logo após a abertura das discussões pelo professor Paulo Merten, coordenador de Comunicação e Formação Sindical, os docentes reuniram-se em grupos menores para debater o texto “Não seja professor”, do filósofo Vladmir Safatle, proposto pela coordenação do Sinprosm como um acendimento às discussões. O mote era elaborar estratégias para enfrentar a insensibilidade da administração da cidade.

Em um dos grupos, uma das professoras já avaliava que ir contra as ordens da Secretaria de Município de Educação é um ato de coragem. “Temos que resgatar o compromisso político do educador”, disse outra docente, ponderando que a participação não pressupõe vínculos partidários. Em seguida às reuniões de grupo, todas as professoras e professores juntaram-se para compartilhar o resultado dos debates. Um dos argumentos mais citados foi a dificuldade de lutar pelos direitos da categoria quando falta união entre os professores. A qualidade da educação também foi um dos assuntos mais comentados: “quando lutamos por nossos direitos, lutamos também por qualidade”, afirmou uma professora. “Mas qualidade efetiva, pois o termo já virou um chavão e é repetido até pela Smed – neste caso, com tem um sentido totalmente esvaziado”, refletiu.

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