Professores municipais aprovam paralisação para 15 de maio

A assembleia convocada pelo Sindicato dos Professores Municipais de Santa Maria aprovou a proposta de paralisação da categoria para o próximo dia 15 de maio. A mobilização será articulada com a Greve Nacional da Educação contra o Desmonte da Aposentadoria, coordenada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (central a qual o Sinprosm é filiado), e vai discutir a reforma da previdência e as reivindicações da categoria localmente. “Se a reforma passar como está, seremos seriamente prejudicados”, alerta a coordenadora de Organização e Patrimônio, Martha Najar.

Um reajuste salarial acima da inflação, equiparando o básico ao piso nacional da categoria, é a principal reivindicação da categoria. O índice pleiteado é de 15,9%. A defasagem do auxílio-alimentação, sem reajuste desde 2014, também está entre as pautas.

ASSINATURA DO PONTO

As equipes gestoras das escolas levaram à coordenação, durante o mês de março, questionamentos sobre uma orientação recebida da Secretaria Municipal de Educação relativa à assinatura do ponto pelos professores. O documento distribuído, timbrado porém sem assinatura, cujo conteúdo foi reforçado em reuniões de gestão, determina que o ponto não deve ser assinado durante os períodos relativos às atividades extraclasse. A coordenação do Sinprosm solicitou uma nota técnica à sua assessoria jurídica e deve se posicionar nos próximos dias, mas orienta os professores a assinarem o ponto normalmente até que a questão seja esclarecida.

PLANEJAMENTO

Após uma interrupção no final do ano das reuniões do grupo de trabalho sobre a carga horária para atividades extraclasse, a coordenação do Sinprosm solicitou em março à SMEd a retomada do mesmo. Nesta terça-feira (23), aconteceu a primeira reunião do ano. A coordenadora de Finanças, Juliana Moreira, que participa do GT, relatou que a SMEd afirma já ter um estudo pronto e deverá apresenta-lo nos próximos encontros. Há consenso de que a prioridade é para a educação infantil, etapa em que o direito estabelecido pela Lei do Piso Nacional é menos respeitado.

FALTA DE PROFESSORES

Apesar do discurso oficial sobre o volume de nomeações, as turmas paradas e a sobrecarga de outros setores pela falta de professores ainda é uma realidade nas escolas. O Sinprosm alerta que os profissionais chamados estão entrando na rede para ocupar vagas abertas por aposentadorias ou afastamentos, sem a criação de novos cargos. “A prefeitura diz que isso é valorizar a educação. No entanto, estão apenas cumprindo sua obrigação de manter a educação funcionando. Não há mérito nisso e nem valoriza a categoria”, afirma Martha.

MOBILIZAÇÃO

No início da tarde desta quarta-feira (24), o gabinete do prefeito Pozzobom entrou em contato com a coordenação para agendar reunião na próxima sexta-feira (26). Ciente desta informação, a categoria mantém-se mobilizada para a paralisação. “Mais uma vez o prefeito chama o sindicato às vésperas de um evento previamente marcado e amplamente divulgado. Os professores não caem mais nessa conversa. Se ele cuidasse de quem cuida, como diz o slogan do governo, nós não estaríamos nessa situação”, reforça Martha.

Texto e foto: Paulo André Dutra/Sinprosm

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