Sinprosm entrega ao prefeito Pozzobom documento com cinco pautas
Documento entregue ao prefeito Pozzobom trata de cinco pautas prioritárias

Documento entregue ao prefeito Pozzobom trata de cinco pautas prioritárias

Reajuste salarial de 15,5%; 1/3 da carga horária para planejamento pedagógico, como determina a lei do Piso Nacional; revisão do valor do auxílio-alimentação; folha complementar para pagar as suplementações de fevereiro e março; nomeação de mais professores para suprir a demanda, principalmente na educação infantil.

Essas foram as pautas apresentadas pela coordenação do Sindicato dos Professores Municipais ao prefeito Jorge Pozzobom e equipe na tarde desta terça-feira (3). Além das coordenadoras Juliana Moreira, Vera do Monte, Martha Najar e Celma Pietczak, participaram da reunião no gabinete os secretários de Finanças, Jean-Pier Esquia; de Educação, Lúcia Madruga; de Gestão e Modernização Administrativa, Verônica de David; e o superintendente de Recursos Humanos, Clairton da Motta. A reunião contou também com a presença do advogado Heverton Padilha, da Wagner Advogados Associados, que assessora o Sinprosm, e da vereadora Luci Duartes – Tia da Moto (PDT).

NOMEAÇÕES

A coordenação apresentou preocupação quanto ao número de alunos sem aulas devido ao quadro incompleto em muitas escolas. A nomeação de professores aprovados em concurso público, justificativa dada pela Secretaria de Educação para o atraso no início do ano letivo, foi citada no documento entregue.

Pozzobom informou que mais 40 professores foram chamados nesta terça-feira, número que a administração considera adequado para suprir as desistências do edital anterior. Deste total, 19 são para a educação infantil.

PISO SALARIAL

Não foi apresentado nenhum índice de recomposição salarial. Segundo Pozzobom, isso só será possível ao final do mês de abril, quando se encerra o primeiro quadrimestre e o impacto das recentes nomeações será observado no índice de pessoal. A pauta será retomada em maio, já com os números em mãos.

O Sinprosm reivindica 15,5% de reajuste, índice que iguala o básico do município ao piso nacional da categoria. Houve questionamento também sobre o passivo gerado com o não pagamento do piso e as consequentes judicializações.

PLANEJAMENTO PEDAGÓGICO

A distribuição da carga horária, conforme determina a Lei do Piso Salarial, também foi posta em discussão. Pozzobom determinou que a secretária Lúcia Madruga encaminhe a pauta diretamente com o sindicato. O encontro deverá ser encaminhado para a próxima semana.

AUXÍLIO ALIMENTAÇÃO

Pozzobom afirmou ter intenção de reajustar o valor pago, porém ainda sem perspectiva. O impacto está sendo estudado pela Secretaria de Finanças. Segundo Esquia, a variação da arrecadação definirá a possibilidade de reajuste.

SUPLEMENTAÇÕES

O pagamento das suplementações feitas em fevereiro e março e ainda não pagas virão apenas com a folha de abril. A Superintendência de Recursos Humanos argumenta que não há pessoal para uma folha complementar.

CAMPANHA SALARIAL

Martha Najar, coordenadora de Organização e Patrimônio, acredita que o diálogo deve ser mantido. “Mesmo com uma boa notícia, que são as novas nomeações, muitas questões cruciais estão pendentes. O passivo gerado pelo piso salarial é uma bomba-relógio para a administração. A defasagem dos 15,5% e do auxílio alimentação devem ser enfrentados. É importante conhecer os números, mas é mais importante ainda conhecermos as soluções. Até o momento vimos poucas”, comenta.

A campanha salarial, no entanto, continua. Nesta quinta-feira (5), o Sinprosm utilizará a Tribuna Livre da Câmara de Vereadores para apresentar mais números e falar sobre a situação da educação. A concentração será às 14 horas.

TEXTO E FOTOS: Paulo André Dutra/Sinprosm

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