Trabalhadores realizam Audiência Pública contra Reforma da Previdência

Nesta segunda-feira (27), foi realizada no plenário da Câmara de Vereadores uma Audiência Pública contra a Reforma da Previdência. O movimento foi organizado pela Frente Gaúcha em Defesa da Previdência Pública, que reúne parlamentares, entidades sindicais e movimentos sociais na luta contra a PEC 287, de Michel Temer.

Presidindo a mesa, esteve o deputado estadual Valdeci Oliveira (PT). Compondo a mesa também estiveram: o deputado federal Paulo Pimenta (PT); o vereador Valdir Oliveira (PT); a professora Helenir Schürer, presidente do CPERS-Sindicato, e a professora Sandra Regio, diretora do 2º Núcleo do CPERS-Sindicato, representando os professores estaduais, que encontram-se em greve; o deputado estadual Luiz Fernando Mainardi (PT); Eleones Oliveira, representante da CSP-Conlutas; Dartagnan Agostini, representando a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – CTB; Marcelo Lugo, representando a OAB/RS; Rejane Cabral, representante da Nova Central Sindical de Trabalhadores – NCST/RS; Eloiz Guimarães, representando a Central Única dos Trabalhadores – CUT; e Célio Luiz Fontana, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais.

Logo após a fala dos integrantes da mesa, o microfone foi aberto e as representações das diversas entidades presentes puderam dar sua contribuição na construção de uma resistência local à Reforma da Previdência e a outras medidas de ataque aos trabalhadores.

O professor Paulo Merten, coordenador de Comunicação e Formação Sindical do Sinprosm, pontuou que “Para nós não basta a perspectiva que a classe trabalhadora possa ter apenas em um partido político ou apenas nas eleições parlamentares a possibilidade de sua emancipação. Pensamos que a luta deve ser direta, e que é tarefa nossa, dos movimentos sociais, da classe trabalhadora, de construir na luta outro projeto para o nosso país. Nós temos que derrotar todas as reformas que atacam os trabalhadores, mas também temos que derrotar os governos que as implementam, pois esses governos não têm representado nossos interesses. Vamos lutar não só contra a Reforma da Previdência, mas também contra a Reforma Trabalhista, as terceirizações, a reforma do ensino médio e todas aquelas que nos trazem prejuízo.”

A professora Jane May de Oliveira Leal, coordenadora de Patrimônio e Organização Sindical do Sinprosm, colocou que o anúncio feito por Michel Temer de que servidores estaduais e municipais não entrariam na Reforma da Previdência não passa de uma estratégia para desmobilizar a classe trabalhadora: “Não aceitamos esse tipo de jogada! Temer falou, mas o texto não se modificou, e além disso é uma ‘promessa’ que não pode ser cumprida, pois esbarra na Constituição. Também não podemos cair no conto de que a Previdência está falida. Queremos reformas, sim, mas só se for para ampliar nossos direitos!”

Após a fala dos representantes dos sindicatos urbanos e rurais, os trabalhadores saíram em caminhada pelas ruas do Centro, chamando a atenção da população sobre os riscos das reformas do governo Temer. O percurso acabou em frente a agência do INSS, na rua Venâncio Aires.

Uma próxima mobilização ocorrerá nesta sexta-feira (31), a partir das 17h, na praça Saldanha Marinho. O ato servirá como preparação para a greve geral, chamada por todas as centrais sindicais para o dia 28 de abril.

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