Centenas de professores na praça durante a primeira etapa da paralisação das escolas municipais

Mais de duzentos professores da Rede Municipal de Educação foram à praça na tarde de hoje para lutar pelo pagamento do Piso Nacional do Magistério, por um plano de saúde compatível com seus salários e pelo direito ao planejamento durante a carga horária e às reuniões pedagógicas semanais. A manifestação segue ocorrendo até o presente momento, e as assinaturas na ata de presença já soma duas centenas.

A greve docente segue até a quinta-feira. Segundo levantamento parcial do Sinprosm realizado ainda nesta manhã, 32 de 45 escolas municipais de Ensino Fundamental haviam paralisado totalmente suas atividades; as maiores do município em número de professores e alunos estão entre elas. Entre as instituições de Ensino Infantil, 11 de 16 consultas confirmaram a paralisação.

Mais tarde, a partir das 14h, os professores se reuniram na Praça Saldanha Marinho, entre a Rua Venâncio Aires e a Avenida Rio Branco, em frente ao Palacete da SUCV – onde fica o gabinete do prefeito Cezar Schirmer. Dezenas de docentes manifestaram sua insatisfação no sistema de som instalado pelo sindicato, logo abaixo da sala de Schirmer. Os professores pediam que o prefeito atendesse a solicitação de uma agenda de negociações, já que o Gabinete sequer respondeu às demandas de reunião da categoria.

O ato continua nas próximas horas, quando juntam-se também ao protesto a Sessão Sindical dos Docentes da UFSM – SEDUFSM e a Associação dos Servidores da UFSM – ASSUFSM, além de outros movimentos sociais ligados à educação. O objetivo é exibir o documentário “Acabou a paz: Isso aqui vai virar o Chile!”, audiovisual que trata sobre a resistência dos secundaristas paulistas ao fechamento de escolas do estado e sobre a privatização da educação. O evento faz parte da etapa municipal do Encontro Nacional de Educação – ENE, que vem sendo construído também pelo Sinprosm.

Amanhã o ato começa às 13h30, também na Saldanha Marinho. Os professores realizarão uma aula pública, simulando uma sala de aulas, a respeito das dificuldades trabalhistas da categoria. Na quinta-feira, às 14h, os docentes se reúnem novamente na praça; mais tarde realizarão uma marcha até a Câmara de Vereadores para entregar aos edis uma Carta Aberta com todas as pautas do magistério – e pedir auxílio do Legislativo Municipal para que Cezar Schirmer receba o sindicato.

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