Previdência em discussão

A primeira reunião conjunta entre Legislativo, Executivo e sindicatos para discutir a Previdência dos servidores municipais de Santa Maria ocorreu na quarta-feira (21), na Câmara de Vereadores. Representaram o Sinprosm as professoras Marta Hammel e Lenir Keller.

A professora Marta Hammel, coordenadora de Finanças do Sinprosm, iniciou a fala dos servidores. “Viemos – representantes dos servidores e servidoras – no intuito de organizar a pauta da primeira reunião do Grupo de Trabalho; nos deparamos com um grupo constituído… sem pauta prévia formulada, o que havia sido acordado com a presidência do Legislativo. Salientamos que a nossa leitura é de que o primeiro passo do GT, além de definir nomes, legitimidade, paridade, e efetivamente de deliberar, é definir a metodologia de trabalho para produzir o conhecimento que buscamos e um regimento interno para gerir o processo”, observou a professora.

A Coordenadora Lenir Keller argumentou que é preciso garantir a participação efetiva dos servidores e a transparência na discussão. “Estamos falando do futuro previdenciário de milhares de trabalhadores, e nenhuma proposta pode avançar sem que a categoria tenha acesso às informações e seja ouvida”, destacou.

Para a coordenação do Sinprosm, é importante que haja momentos com assembleias e plenárias deliberativa das categorias neste processo que envolve explanação de dados da previdência e do orçamento do município, assim como estudos, consultas a especialistas e observação de modelos, visitas, debates para a construção de um consenso que leve em conta números e as vidas envolvidas. 

A discussão previdenciária afeta diretamente a vida funcional e a aposentadoria dos servidores municipais. Por isso, não pode se limitar a tratativas entre governos e representantes institucionais, nem ser conduzida apenas sob a perspectiva do impacto nas contas públicas. É fundamental garantir aos trabalhadores acesso às informações, transparência sobre os dados financeiros e participação efetiva na construção de qualquer proposta.

O Sinprosm defende que o grupo de trabalho seja um espaço real de debate, com representação dos servidores e condições para analisar os números, avaliar alternativas e discutir os impactos das medidas sobre quem contribui para o sistema e depende dele para sua aposentadoria.

Não basta anunciar diálogo: é preciso garantir participação, transparência e compromisso com os direitos dos servidores. A reforma previdenciária não pode avançar sem que os trabalhadores sejam ouvidos e tenham condições de acompanhar e influenciar as decisões que afetam seu futuro.

Texto: Rodrigo Ricordi/Assessoria de Comunicação Sinprosm
Foto: Foto: Júlia Vissotto/CVSM