DAS LUTAS MUNICIPAIS ÀS URNAS DE 2026!

Quem vive o cotidiano de Santa Maria-RS conhece de perto a realidade das nossas escolas e locais de trabalho: falta de estrutura, falta de materiais, falta de profissionais, salários desvalorizados e a constante ameaça sobre o nosso Instituto de Previdência Municipal. Mas se há uma lição valiosa que aprendemos no chão da escola e no atendimento direto ao público é que a nossa luta nunca é isolada. O que decidimos em cada assembleia e realizamos em cada ato de rua vai de encontro com o cenário político estadual e nacional. Diante disso, a nossa categoria é chamada a tomar uma decisão histórica e decisiva. O voto para Presidente, Governador, Senadores, Deputados Federais e Deputados Estaduais, não pode ser entregue como um cheque em branco, mas sim exercido como um instrumento consciente de defesa da classe trabalhadora e dos serviços públicos.

Muitas vezes ouvimos a falsa ideia de que um sindicato de professores municipais só deve olhar para a Prefeitura Municipal e para a Câmara de Vereadores.  Isso é um grave engano. As leis, reformas e orçamentos que atacam ou valorizam o nosso trabalho no município nascem nas Assembleias Legislativas e no Congresso Nacional em Brasília. O cumprimento rigoroso e o financiamento do Piso Nacional do Magistério dependem diretamente do repasse de verbas federais do FUNDEB e de legislações aprovadas por Deputados e Senadores. Da mesma forma, as ameaças de Reformas Administrativas que tentam destruir a estabilidade do servidor, precarizar os serviços essenciais e permitir a terceirização desenfreada tramitam no âmbito federal. Até mesmo a proteção do nosso Instituto de Previdência Municipal depende dessa vigilância nacional, pois as brechas jurídicas que autorizam prefeitos a aumentarem alíquotas de desconto ou confiscarem proventos de aposentados foram abertas por reformas constitucionais aprovadas no Congresso. Ao votarmos em candidatos que atacam os serviços públicos, colocamos em risco nossas próprias garantias e abrimos espaço para retrocessos em nível local.

Como sindicato de luta, nossa única fidelidade é com os direitos dos trabalhadores em educação e do funcionalismo público. Por essa razão, exigimos que os candidatos assumam compromissos claros e inegociáveis com a nossa pauta. Exigimos o apoio incondicional ao direito de greve, às paralisações e aos movimentos de rua, pois não aceitamos a criminalização do movimento sindical, cortar ponto de professor em luta ou desmoralizar manifestação de trabalhador. Cobramos a defesa irrestrita da educação pública, gratuita e de qualidade, com investimento contínuo, valorização das carreiras e melhoria real das condições de trabalho nas escolas. Além disso, exigimos a proteção integral à Previdência Pública e à aposentadoria digna, mantendo uma oposição radical a qualquer tentativa de desmonte do nosso regime próprio, garantindo que quem trabalhou uma vida inteira tenha o direito de envelhecer com segurança financeira e respeito.

A nossa história comprova diariamente que nenhuma conquista veio de favor de governantes, mas da luta organizada. O Piso Nacional do Magistério, o FUNDEB e a manutenção dos nossos direitos foram conquistados por meio de greves, paralisações, vigílias e atos de rua. Nas urnas, a nossa tarefa é consolidar a resistência que travamos nas ruas. Votar em candidatos que apoiam as nossas pautas e respeitam a nossa organização sindical é fortalecer a nossa base para as batalhas que virão. Vamos pesquisar o histórico de cada um, cobrar posicionamento e transformar o voto em um recado alto e claro em defesa da educação, dos professores, dos servidores públicos e da classe trabalhadora.

Desta vez, te vejo nas urnas!