Sinprosm cria campanha de denúncia e conscientização sobre a situação da educação municipal

O Sindicato dos Professores Municipais de Santa Maria lança a campanha “Colapso na Educação Municipal”, uma mobilização de denúncia e conscientização que irá ocupar as ruas, os ônibus e as redes sociais para alertar a população sobre a grave situação enfrentada pela rede municipal de ensino de Santa Maria.

A campanha contará com ampla divulgação (redes sociais, audiovisual, carro de som, busdoor)  de problemas que impactam diretamente estudantes, professores, famílias e toda a comunidade escolar. Entre os principais pontos denunciados estão a falta de professores nas escolas devido à não nomeação dos aprovados em concurso público; a ausência de educadores especiais e monitores para atender estudantes com deficiência; e a precariedade da infraestrutura escolar, resultado da falta de investimentos e manutenção por parte da Prefeitura Municipal.

O sindicato também denunciará que os professores municipais estão há dois anos sem reajuste salarial, em descumprimento à Lei do Piso Nacional do Magistério, além da falta de centenas de profissionais, como professores, estagiários e monitores, o que compromete o funcionamento das escolas e sobrecarrega quem permanece na rede.

A campanha tem como objetivo mostrar à população a realidade vivida diariamente nas escolas municipais e reforçar que os problemas enfrentados pela educação pública não são responsabilidade das comunidades escolares, mas consequência da omissão da Prefeitura de Santa Maria e da Secretaria Municipal de Educação diante das necessidades da rede.

O Sinprosm destaca que as medidas anunciadas pela gestão municipal têm sido insuficientes e, muitas vezes, improvisadas, como as chamadas orais para contratação temporária de profissionais já aprovados em concurso público, em vez da efetiva nomeação e a abertura de formações sem critérios claros para suprir a ausência de monitores, o PL Inclusão+.

Mais do que denunciar problemas, a campanha também busca evidenciar a luta permanente do sindicato em defesa dos direitos dos professores e do direito da sociedade a uma educação pública de qualidade, inclusiva, segura e valorizada.

Enquanto durante o período eleitoral a educação foi apresentada como prioridade, a realidade encontrada hoje nas escolas municipais revela um cenário de abandono, precarização e falta de compromisso com a comunidade escolar.

As ações fazem parte de um conjunto de encaminhamentos sugeridos pela própria categoria durante a plenária deliberativa realizada em 20 de maio. O movimento terá continuidade com a assembleia ordinária marcada para o dia 10 de junho, momento em que os professores e professoras deverão discutir e definir os próximos passos da mobilização em defesa da educação pública e dos direitos da categoria.