Professores municipais realizam paralisação e promovem “Arraial do Colapso” em Santa Maria
Atendendo à deliberação da Assembleia Geral da categoria, os professores e professoras da rede municipal de ensino de Santa Maria realizaram nesta quarta-feira (25) uma paralisação das atividades e promoveram o ato público “Arraial do Colapso”, organizado pelo Sinprosm para denunciar a situação enfrentada pela educação municipal.
A mobilização teve início na Praça Saldanha Marinho, onde educadores, aposentados e apoiadores participaram de falas sobre a falta de valorização dos profissionais, a ausência de reajuste salarial, a carência de trabalhadores nas escolas e os problemas estruturais da rede municipal. Como forma de simbolizar a temática da mobilização, foi realizada uma quadrilha de São João conduzida pela professora Nice Dias, da EMAET. A atividade integrou momentos de protesto e conscientização, com falas críticas à situação da educação municipal.
Em seguida, os participantes realizaram uma caminhada até a frente da Prefeitura Municipal, onde reforçaram as reivindicações da categoria e denunciaram o cenário que tem sido chamado pelo Sindicato de “colapso da educação municipal”.
O ato contou com a parceria da Assufsm e o apoio do Sindicato dos Municipários de Santa Maria e do Coletivo Municipários em Luta, além da presença de vereadores e representantes de mandatos parlamentares. Também participou da mobilização uma comitiva da AsufPel, demonstrando solidariedade à luta dos educadores santa-marienses e reforçando que a defesa da educação pública ultrapassa os limites do município.
Com boa adesão da categoria, a atividade reuniu cerca de 300 pessoas, entre professores da ativa, aposentados, estudantes, sindicalistas e apoiadores da educação pública.
A mobilização integra a campanha “Colapso na Educação Municipal”, que busca dar visibilidade aos problemas enfrentados pelas escolas da rede, como a falta de professores, monitores, educadores especiais e auxiliares, além da sobrecarga de trabalho, da precarização das condições de ensino e do não cumprimento de direitos da categoria.
Texto e foto: Rodrigo Ricordi/Assessoria de Comunicação Sinprosm






